Quinta-feira, 3 de Outubro de 2013

A verdade da mentira

 

Olho para o homem e fico cada vez mais preocupado.

 

Vejo-o abatido, velho, mais dobrado, cabelos brancos enfim um homem derrotado pela vida. Mas não é tudo, vejo, também, que mantém a arrogância de outrora, apesar da derrocada anunciada do país e que tentou por todos os meios esconder aos portugueses.

 

Sobretudo noto uma enorme protuberância na sua face. Algo que cresce de dia para dia, algo que lhe desfigura a cara e lhe cria uma expressão dura, inexpressiva. Está cada vez maior e, hoje, notei-lhe mais um crescimento e desta vez mais rápido.

 

Mentiu mais uma vez, o nariz cresceu-lhe ainda mais.

 

Tem vindo descaradamente a fazê-lo, dizendo hoje uma coisa, amanhã outra e, depois ainda, outra. Garante que fará tudo o que for preciso e possível dentro daquilo que são as prerrogativas do Estado português, que nós é que sabemos o que temos de fazer e não temos de seguir o que os outros querem que façamos.

 

Mentira.

 

De cada vez que o afirma logo se desmente sem que para isso passe demasiado tempo. Acaba sempre por fazer o que, realmente, os outros querem. Acaba sempre por ser o pau mandado do mundo, quer sejam os demais governos europeus, quer sejam os americanos, quer sejam os mercados, quer sejam sei lá quem.

 

Afinal, questiono-me se não poderíamos poupar algum dinheirinho deixando de fazer eleições no país. Porquê? Pela simples razão que estamos a votar em candidatos que juram defender o Estado, o País, o seu Povo, a Liberdade e a Democracia, o que vemos depois, na realidade, não é nada disso.

 

Então se não servem para defender o País não vale a pena gastar dinheiro com eles, esperamos que os outros países europeus façam as suas eleições e que nos enviem alguns comissários para gerir este como querem que seja gerido.

Desta forma não só poupávamos dinheiro como deixávamos de receber ordens de fora por intermédias personagens. É que me custa muito ver os responsáveis deste país, os eleitos pelo seu povo, a rastejarem tanto pelo mundo fora, a andarem tão dobrados aos interesses alheios a este país, a mentirem tanto e tantas vezes em nome dos mercados que não são nada para o problema que este povo enfrenta.

 

Afinal quem manda neste País? Os portugueses, o povo português ou os mercados?

 

Por muito menos que todas estas mentiras, de quem não tem ou não consegue manter a sua palavra, Egas Moniz de corda ao pescoço entregou-se ao rei de Espanha.

 

Aos de agora não se vê tamanha coragem, não se vislumbra qualquer ética ou palavra com honra.

 

Teremos de lhes oferecer a corda com que se entregarão, não ao rei de Espanha, mas ao seu próprio rei, ao povo português.

 


publicado por: canetadapoesia às 18:54
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