Quarta-feira, 18 de Dezembro de 2013

Hipotético Manifesto Eleitoral a uma presumível candidatura

 

A este povo que me apresento como candidato, tenho o dever de informar que:

 

- Não me sinto coagido por qualquer partido do arco existente no país ou estrangeiro.

 

- Não comungo de nenhuma ideologia ou doutrina ideológica conhecida por aqui embora defenda a matriz Social Democrata do tipo dos países nórdicos.

 

- Não estou arreigado a nenhuma ordem de suposto controlo do País ou do mundo.

 

- Não estive nunca presente, nas conferências de bilderberg, para delinear o mundo segundo matrizes próprias do capitalismo selvagem.

 

- Não sou membro da maçonaria.

 

- Não pertenço a grupos organizados de defesa do capital ou contra ele.

 

Posta esta pequena nota introdutória, para esclarecimentos que se fazem importantes, uma vez que os média vão certamente rejubilar em me chamar tudo e mais alguma coisa e sobretudo criar-me riquezas que não tenho e parcerias de que não faço parte, passo a descrever, sucintamente a meta a que me proponho como candidato.

 

Pretendo viver naquilo a que se chama uma Pátria, a minha, Portugal, sabendo de antemão que anda esquecida como tal, ou somente utilizada nos grandes eventos futebolísticos.

 

Para tanto proponho-me criar o amor e carinho por esta Pátria milenar, que deu mundos ao mundo e de que os nossos filhos pouco conhecem ou nada mesmo.

 

 

 

Em matéria de ensino:

 

É na escola que se começa a moldar o espírito e a alma portuguesa, é nessa escola que vamos envidar esforços para que se revejam como filhos da sua terra.

 

Para que isto aconteça, vamos:

 

- Prestigiar os nossos mestres, professores que se formam em Universidades Nacionais preparados para dar aulas.

 

- Preparar os alunos para a vida e o mundo, segundo a cultura enraizada nesta mesma Pátria.

 

- Não vamos fazer exames aos professores, porque eles já os fizeram durante todo o seu percurso escolar, já provaram que são válidos e prontos a ensinar.

 

- Terminar de imediato todo o imenso apoio e desperdício económico com a participação em escolas privadas. São autorizadas e cada um escolhe o que melhor lhe convier mas sempre com dinheiros privados e nunca com apoio do Estado.

 

- Criar condições para que nenhum aluno fique sem escola por viver longe dela, nomeadamente através de um parque de transporte escolar a gerir pelas autarquias.

 

- Criar condições para que os alunos tenham sempre uma refeição na escola, a meio do dia, bem como um lanche no intervalo da manhã e no da tarde, sem necessidade de sair dela senão quando regressam a casa.

 

 

Em matéria económica:

 

Proponho-me revitalizar todo o tecido económico do País.

 

- Pela agricultura, tão abandonada durante décadas.

- Pelas pescas que mal utilizam a extensa zona económica que nos é afecta.

- Pela indústria que tem sido desbaratada, com especial cuidado para a indústria naval de que somos herdeiros históricos e de que tanto necessitamos para vigiar as nossas costas e equipar a nossa marinha, a de guerra e a mercante, esquecida já pelos tempos desta modernidade.

- Pela do têxtil e calçado com que vestimos e calçamos o mundo da moda e todos os outros e em que damos cartas em inovação e design.

 

 

Em matéria financeira:

 

Reorganização das finanças da Pátria com base em transformações estruturais a saber:

 

- Terminar de imediato com a ajuda e subsídios a todos os partidos políticos. Têm de fazer política com o seu próprio dinheiro, proveniente das quotizações dos seus militantes, e não com dinheiros públicos, de todos os cidadãos, que serão melhor utilizados em outras aplicações do Estado.

 

- Liquidar de vez as denominadas parcerias Público Privadas (PPP), por se terem mostrado um autêntico sugadouro do erário público, dinheiro dos cidadãos ao cuidado do Estado.

 

- Nacionalizar todas as empresas de carácter estratégico para o futuro do País, água, gás, electricidade. Poupando milhões de euros de desperdício com o pagamento de rendas.

 

- Eliminar todos os milhentos impostos que só criam confusão, arbitrariedade e impedem a transparência da governação financeira.

 

- Taxar os cidadãos a partir de um único e justo imposto, o IRS, cujos escalões variarão de acordo com os rendimentos a estabelecer, de modo a que cada um saiba sempre o que tem por obrigação pagar sem que o Estado o engane. A partir deste único imposto se transferirão as verbas necessárias às autarquias para impostos de imóveis, taxas de esgotos e outras mais que por aqui pululam.

 

- Eliminar as enormes frotas de automóveis que enchem os passeios frente aos vários ministérios e que não são essenciais ao seu funcionamento. Só automóvel para o ministro, os demais utilizarão uma viatura sempre que o solicitarem ao organismo responsável pelas viaturas do Estado e nunca para fins privados, levar os filhos à escola ou as mulheres às compras. Todas as viaturas do Estado ostentarão em local visível uma placa de dimensões adequadas para que se saiba que são propriedade do Estado, portanto, dos seus cidadãos.

 

- Eliminar de imediato todos os subsídios que o Estado dá a Fundações, Institutos e outros que tais. Há liberdade para se criarem mas sempre com dinheiros privados e jamais com o dinheiro do Estado, bem como cartões de crédito atribuídos a quem deve gerir o dinheiro público com sabedoria e parcimónia e não utilizá-lo em proveito próprio.

 

- Prestigiar as nossas forças armadas e policiais que tanto têm dado ao País em situações bem difíceis.

 

- Restabelecer as carreiras do funcionalismo público, já que são servidores do Estado e dos cidadãos em moldes funcionais efectivamente decorrentes do mérito na sua ascensão como sempre deveria ter sido. Terminamos com os lugares especiais para gente que os partidos lá colocam, para garantir empregos e benesses que os cidadãos têm de pagar, sem conhecerem os serviços e as suas funcionalidades e responsabilidades perante o País.

 

- Quanto à Segurança Social, garantir uma reforma/subsistência única de molde a que nenhum cidadão fique privado dos meios mínimos de sobrevivência. Determinar um tecto máximo, para que não haja os abusos a que estamos habituados e permitir também a sua sustentabilidade.

 

- No que respeita à saúde, será grátis e universal. Os Hospitais Públicos devem ser providos de meios e equipamentos que impeçam a utilização de hospitais privados, que podem existir mas sem terem de ser sustentados pelo Estado.

 

Em matéria de justiça:

 

Serão revistas as leis do País que, por serem tão deturpadas ao longo dos tempos com adendas e outras tropelias, já não servem a justiça e entopem desnecessariamente os tribunais.

 

Não admitiremos atrasos dos tribunais, já que quem os serve, serve também este povo, como tal tem de ser responsável pelos processos que tem em mão e resolvê-los em tempo oportuno.

 

Já vai longa a intenção e alguns dirão irrealista. A minha resposta é organização, responsabilidade, respeito pelos cidadãos e contenção nas despesas supérfluas.

 

E de onde vem o dinheiro? Perguntarão, a minha resposta é só uma, dos impostos cobrados através do IRS que será aumentado, naturalmente, pela eliminação de todos os outros com que nos têm mimoseado.

 

Tudo isto se fará com tempo e sem retroactividade. Vale como todas as leis de um Estado de direito, a partir do momento em que são definidas as regras.

 

É este o meu hipotético manifesto.

É para cumprir sem desvios ao objectivo final, tornar este País numa Pátria onde todos caibam, mas todos cumpram sem necessidade de fugas ao fisco e quejandas.


publicado por: canetadapoesia às 20:51
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