Quarta-feira, 20 de Novembro de 2013

Um olhar sobre esta coisa

 

Olhar para a coisa. O olhar para qualquer coisa tem sempre a importância que se lhe quiser atribuir. Olhar para esta coisa tem a importância que lhe dou e é grande.

 

Não passa de um olhar com opinião, mas esta, como todas as que emito, são meras opiniões pessoais e não implicam o não aceitar de outras. É minha, outros terão outras, mas esta saiu do meu coco, daquilo que eu vejo e sinto como importante e assustador para mim e para os que me rodeiam.

 

Há, como tudo na vida de cada um, coisas de que gosto e não gosto, coisas que gostaria de ver mudadas e outras não. Sou, no entanto, adepto da mudança em tudo aquilo que trás de melhoria para as pessoas mas, detesto aquelas que, por nada ser demonstrado, não se prevê que venham a ser benéficas para quem quer seja.

 

Estamos então com o olhar sobre a coisa. A coisa, como lhe chamo não tem nada de racional, não tem nada de nacional, não tem nada de elevado em termos daquilo que sentimos ser necessário para o país.

 

A coisa está a perder credibilidade por força dos actores que a utilizam como palco para as suas representações, acrobáticas algumas, desastrosas outras, mas sempre, desde que me lembro, em prol daquilo que não gosto, em defesa de prioridades partidárias e pessoais em detrimento do que deveria ser a defesa do Estado, da Nação e no sentido de unir os portugueses para enfrentar as dificuldades actuais.

 

E de coisas que não gosto é de acertar em pequenas opiniões que em boa verdade gostaria de errar. Mas não errei, não errei ao achar que o primeiro de todos os primeiros, apesar do ar sério e pretensamente responsável não serviria para representar todos os portugueses e que, além do mais, era suficientemente rancoroso para aproveitar a primeira ocasião que lhe surgisse para aquela pequenina vingança que tanta satisfação dá a algumas pessoas, e que as define, mas que em nada dignificam a coisa e os actores da mesma.

 

Poderia ter intermediado, podia ter pressionado um entendimento, mas não, refugiou-se na falta de tempo para intervir. Tenho pena e sinto-me envergonhado que uma pequena vingançazita possa pôr em causa a estabilidade do País, nomeadamente quando quem representa ou quer representar todos os nacionais não conseguisse separar as coisas. Fraco actor nesta tragédia, sobretudo porque jurou uma coisa que é sagrada para a coesão do País, a sua constituição, e afinal a coisa anda mais ou menos tremida em termos de cumprimento.

 

Por outro lado, os restantes actores, ditos oposição, de todos os quadrantes não mostraram melhor performance e puseram de lado tudo o que era essencial para ajudar à desgraça. Bem defendem a imagem do país enchendo a boca de palavrões inflamados, na prática, quando surge a oportunidade de distribuir benesses pelas clientelas, logo esquecem tudo isso e se engalfinham na luta por destronar as posições actuais na ânsia de lhes suceder.

 

O que é grave e indiciador do que acabo de opinar é que não existe da parte destes qualquer projecto de melhoria anunciado, de forma a resolver as dificuldades, mas sim intenções e palavreado. Caso para repetir o “falam, falam, falam, mas não dizem nada”.

 

O que me parece, a esta distância, espero estar enganado, é que a situação vai piorar e para que haja alguma melhoria vão ser os portugueses a pagar na mesma e muito mais.

 

Sinceramente, gostaria de estar enganado.


publicado por: canetadapoesia às 21:22
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