Segunda-feira, 11 de Novembro de 2013

Como é, MEU? Assim não dá.

 

Estás sempre a dizer-me e a advertir-me que devo poupar, não ser gastador, que do futuro ninguém sabe. Que devo ser inteligente nos gastos para não desbaratar as receitas com endividamentos excessivos, enfim, um sem número de bons conselhos.

 

E então, meu!

 

Tudo isso é só para me assustar? Tudo isso serve para me impressionar? Tudo isso só para eu pensar que sou pequenino ignorante e tenho de receber conselhos de quem mos quer dar?

 

Não, não pode ser. Tudo isso porque não tens um espelho em casa ou então porque, sempre que te queres ver ao espelho e perguntar, como a madrasta da branca de neve, lembras-te, alguém se interpõe e te tira a visão integral do espelho e então, nem o espelho sabe muito bem como responder-te, nem tu sabes muito bem o que o espelho te diz.

 

Espelho, espelho meu, quem é mais inteligente do que eu?

 

E o espelho embevecido pela pergunta de tão douta e senhorial personagem, verga-se, até ao chamado ponto de não retorno, e eternamente ficará vergado, ao peso da sua consciência por te ter faltado à verdade e ser incapaz de doravante a contar ou sequer deixar que alguém ou algum dos teus vassalos a saiba.

 

Espelhos.

 

E então, meu, como explicas aquela verbazinha, sim, porque nem era nada por aí além, uns milhares, perdoem-me mas às vezes até eu me sinto espelho, queria dizer milhões de euros para comprar uns automóveisitos e mais uns cartões de crédito que fazem sempre jeito, que o pessoal do governo tem de andar bem calçado, melhor vestido e, sobretudo, bem alimentado.  Já sei, despesas de representação. Mas afinal o que representam, se até os que em vós votaram já estão arrependidos?

 

Diz-me lá, ó cara linda, cara linda era o cavalo do Lucky Lucke, esse mesmo o cow-boy com um cigarrinho ao canto da boca e que as obrigações do futuro obrigaram a mastigar uma palhinha estragando com isso o passado de milhões de crianças da altura, hoje homens crescidinhos, que falta nos fazia, então não deste história no teu curso? Se não deste, e é possível que sim dadas as circunstâncias, não é? Devias pelo menos saber, porque vem em todas as biografias e outras notícias, que um teu antecessor, muito antecessor mesmo, que até o perdes na memória, pelos vistos, usou o mesmo automóvel, como representante do estado, durante três décadas!

 

Aquilo sim, meu, aquilo era poupança e com exemplos desses até eu poupava, já pensaste no que ele ajudou este país a nível financeiro e sobretudo a nível do défice externo? Essa grande batalha, sobre a qual pendem cordas em todos os nossos pescoços, qual Egas Moniz, que não consegues ganhar pois gastas mais depressa do que pedes poupança, meu, tem tento que assim não vais lá.

 

Aquele poupou, guardou, juntou, amealhou e não gastou.

 

E agora é um forrobodó, é gastar vilanagem que ainda restam alguns quilinhos de ouro. Compreendo e estou de acordo, era ouro fascista e tem de ser gasto quanto antes para que não reste qualquer rastro dessa porcaria fascizante.

 

Mas olha que até o petróleo se está a esgotar de tanto o sugarem, e achas que tu consegues ser mais vampiresco que o conde Drácula?

 

Tem tento meu, eu hem? Vai lá vai. Nem sangue para sugar nem défice controlado.

 

Pelo menos temos carrinhos novos no governo e quejandos, sim porque por essa verba, devem ser muuuuuiiiiiiiiittttttttttttooooooooooooosssssssss os ”bois”, emendo “Boys” a satisfazer.

 

Como é MEU? Assim não dá!!! Não há coiso que aguente. Perdão, substituam “coiso” por “orçamento”.

 

A bem da Nação.

 


publicado por: canetadapoesia às 18:07
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