Domingo, 13 de Outubro de 2013

Do porquê de um Lisboeta defender uma candidatura Portuense

 

Algo estranho se passa, dirão alguns dos mais desconfiados desta urbe mais a norte.

 

Mas não há nada de estranho, basta olhar para a história e verificamos da importância que o porto sempre teve na história de Portugal e eu que sou um dinossauro excelentíssimo por achar que o futuro não existe se não considerarmos o passado como um meio de lá chegar, não a desdenho e pelo contrário exalto-a.

 

Pois sim, Rui Moreira, de que acabei de ler no jornal Público de hoje, um texto notável sobre a sua vida, não, não sou um voyer da sua vida, mas surgiu-me no jornal de que há anos faço parte do meu domingo, e que afinal não esmoreceu o meu apreço por ele.

 

Desde que se começou a esboçar a sua candidatura, e honra seja feita a Rui Rio, que de longe a propiciou, com o recato que é devido aos grandes homens deste País, logo me atirei à sua defesa, mesmo sendo Lisboeta.

 

É que as minhas raízes são nortenhas, ou não tenha eu um Amorim no nome, e um Carvalho das terras de Trás-os-Montes mais precisamente daquela onde mais judeus se refugiaram e aí até questiono o meu sobrenome, Carvalho, nome de árvore, bem pode ser coincidência mas se vasculhar bem lá terei certamente uma raiz judia na linhagem.

 

Mas dizia eu que defendi e martelei a cabeça dos meus amigos portuenses, tantas vezes que certamente até já me chamavam nomes, deses em que o Porto é pródigo em divulgar, mas não me interessava, estava na minha cruzada.

 

O que é certo é que se conseguiu que fosse eleito, o grande ganhador destas eleições autárquicas, Rui Moreira. Claro que achei uma falta de elegância a sua saída daquele programa de futebol da forma como a fez, e nem sei o que ele ali estava a fazer, não cabia na personalidade que eu teimava em ver como diferente daquilo tudo.

 

De qualquer forma, esse julgamento a frio e antecipado, ao carácter do homem, não me tolheu a qualidade do pensamento e vai daí até me reforçou, vá-se lá saber porquê, esta ideia de que era o melhor candidato para o Porto.

 

Porque defendia a sua cidade, porque defendia a sua gente, que é também nossa, porque, quer se queira quer não, nos defendia também. E sobretudo e todas as coisas, era uma pedrada no charco da incompetência que ao longo destes anos tem grassado em todos os partidos do dito arco da governação, já para não falar dos outros, via ali a oportunidade de virar, de mudar as coisas e logo com um homem sério.

 

Defendi e “chateei” os meus amigos portuenses para que pensassem antes de votar, para que não se enganassem, para que não levassem para o Porto o cavalo de Tróia que vinha do outro lado do rio.

 

Posso ter influenciado ou não mas deu-me um certo gozo ver que no final, quando se apuram as contas o meu homem, aquele em que depositava confiança, aquele que me fartei de encher os ouvidos dos meus amigos, acabou por ganhar.

 

Fiquei satisfeito, fiquei mesmo feliz, e nem o conheço pessoalmente, mas o ser humano é assim, quando acredita, acredita mesmo, e eu acreditei e espero não ser defraudado nas minhas esperanças. Caso contrário, lá terei de ouvir os amigos a quem me fartei de o recomendar.

 

Agora não pensem que isto foi uma coisa de rompantes, uma estratégia de curto prazo? Não não foi não senhor. Explico porquê.

 

Acho que este País, do qual o Porto é uma referência incontornável, precisa de homens sérios, que o sirva e que não se sirvam dele, este pareceu-me ser o exemplo do que eu procurava na política.

 

Mas como sou um fanático do País, pensei com os meus botões que este, bem podia vir a ser algo mais e que bonito seria, penso eu que até tenho uma pancada considerável.

 

Creio que o próximo sapo a ascender ao mais alto patamar da Nação, tem de se transformar em príncipe, logo ao soar das badaladas da meia noite e após o beijo da sua princesa. Um daqueles em que todo o reino ria e dance de contentamento por ter chegado ao leme dos destinos da Nação, compreendendo-se a Nação desde o norte, lá para o Minho, até ao Algarve, passando pelo Porto de onde ele irá levantar ferro até à capital do País, assim o espero.

 

Temos então que nas minhas mais optimistas previsões, o próximo presidente da república terá de ser, obrigatoriamente, Rui Rio, enquanto Rui Moreira faz o seu percurso e o seu tirocínio na grande capital do norte, sendo que deverá, naturalmente, suceder ao primeiro como presidente da República, coisa que muito me agradaria e com que certamente rejubilaria.

 

E mais não digo que me alongo, mas não liguem muito, é que sou um sonhador, embora acredite que os sonhos se tornam realidade e bem espero que este siga esse caminho, basta-nos estar juntos, mais uma vez, para que ele não se perca e definitivamente, o País encontre os seus melhores filhos para o dirigirem.

 

Porque as provas dadas por estes senhores são concludentes na perícia e parcimónia com que gerem os dinheiros públicos, não tenho dúvidas que serão os melhores para acautelarem o pecúlio que tanto nos custa a pagar.

 

Quanto à cultura, falaremos noutra oportunidade, porque não esqueço a noite em que a correr, saía do meu trabalho para rumar ao Porto e ver o que se podia fazer numa cidade maravilhosa e logo por uma princesa que mora no meu coração e até é Lisboeta.

 

 

Luis Filipe Carvalho


publicado por: canetadapoesia às 16:25
link do post | comentar | favorito

.Mais sobre mim


. Ver perfil

. Seguir meu perfil

. 16 seguidores

.Pesquisar

 

.Fevereiro 2018

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab

1
2
3

4
5
6
7
8
9
10

11
16
17

19
24

25
26
27
28


.Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

.Posts recentes

. Pela vida de Noite Escura...

. Pela vida de Branquelas (...

. Uma infância feliz (3º Ca...

. Três mafarricos (2º capít...

. Fotógrafo amador

. O local

. Piratas & Pirataria

. Que calor, humano e não s...

. A velha fábrica

. Três pedras

.Arquivos

. Fevereiro 2018

. Janeiro 2018

. Dezembro 2017

. Novembro 2017

. Julho 2017

. Maio 2017

. Janeiro 2017

. Dezembro 2016

. Janeiro 2016

. Dezembro 2015

. Agosto 2015

. Fevereiro 2015

. Janeiro 2015

. Julho 2014

. Maio 2014

. Abril 2014

. Março 2014

. Janeiro 2014

. Dezembro 2013

. Novembro 2013

. Outubro 2013

. Setembro 2013

. Agosto 2013

.Links

SAPO Blogs

.subscrever feeds